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A constante oscilação no preço do etanol pode causar complicações aos motoristas que dependem do combustível. Enquanto a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulga números que mostram haver queda no valor do litro do combustível há mais um mês, chegando a 18,82% no acumulado em Sorocaba, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) local constata aumento nos valores.
“Na abertura da semana aconteceu um desabastecimento e, por conta disso houve alta nos preços”, afirma o presidente regional do Sincopetro, Jorge Marques. De fato, segundo o último levantamento divulgado pela ANP no sábado, o litro do etanol custava, em média, R$ 1,479. O valor é 2,31% mais barato que o registrado na semana anterior e 18,82% menor que o preço cobrado quando houve o último aumento, no início de março. Porém, levantamento feito na terça-feira (13) à tarde pela reportagem do Cruzeiro do Sul em 16 postos constatou que o preço médio do etanol é de R$ 1,559.
O presidente critica a troca de acusações entre usinas e distribuidoras, que imputam - umas às outras - a responsabilidade pela falta do produto nos postos, como ocorreu no início desta semana. “Estamos monitorando isso. As usinas dizem que não falta combustível e que as distribuidoras não têm onde armazenar, enquanto estas afirmam que a falta do etanol se deve ao aumento do consumo”, comenta. “É uma troca de acusações e não sabemos o motivo. Se fosse um problema de logística, haveria uma queda nos estoques, mas estamos questionando a alta nos preços”, completa.
Com essas oscilações, quem perde é o consumidor, pois fica sem saber qual o valor real do etanol que colocará no tanque do carro. “Ele não pode ser penalizado. Afinal, quanto custa o litro do etanol? Não tem nenhum parâmetro”, contesta Jorge Marques. Ele lembra que há casos, inclusive, que o comerciante não repassa o preço final, mas sofre com aumentos vindos da distribuidora. Somente em abril, diz, o preço de compra para os donos de postos chegou a subir de R$ 1,03 para R$ 1,29. “Essas oscilações refletem a desorganização do setor, porque o custo de produção não mudou. É difícil a pessoa se orientar nesses extremos”, afirma o presidente.
Para saber se vale a pena encher o tanque com o combustível derivado da cana, o motorista deve multiplicar o valor do litro da gasolina por 0,7 (ou 70%). Se o resultado for inferior ao preço cobrado na bomba pelo etanol, este é vantajoso.
Gasolina e GNV
De acordo com o levantamento da ANP, a semana passada fechou com o litro da gasolina custando R$ 2,470 em Sorocaba, valor 0,04% maior que a semana anterior. No levantamento feito ontem pelo Cruzeiro do Sul, o preço médio do produto era de R$ 2,439. Já preço do Gás Natural Veicular (GNV) se manteve estável nas últimas duas semanas e chegou ao último sábado na casa dos R$ 1,632 o metro cúbico.
Fonte: Jornal C ruzeiro do Sul
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